
Uma cena que incomoda demais é um automóvel com o farol apagado. Incomoda tanto o motorista do carro que está trafegando de maneira errada, pois não se consegue enxergar o caminho à sua frente, como também os demais ao redor, que só percebem o veículo em movimento quando muito próximo.
Andar com os faróis de modo irregular é uma infração de trânsito punida com multa, mas, além disso, é uma afronta a segurança. Pois bem, vamos explicar o que se deve fazer para andar tranqüilo, mas antes de se preocupar em manter seu automóvel em ordem, vamos entender como funciona o sistema de farol de um automóvel.
Os faróis funcionam basicamente através do encandecimento de um filamento, ou então nos carros mais modernos, de um composto de gases, cujo principal é o xenônio. Esse último sistema é de certo modo um arco elétrico entre dois eletrodos encapsulados que geram calor fazendo com que o gás produza a luz. Alguns faróis possuem um mecanismo composto por um defletor, que faz com que a luz seja projetada em direção ao globo óptico, que por sua vez se encarrega de direcionar o facho de luz para frente com mais precisão.
A manutenção dos faróis deve começar pelo alinhamento da peça, passando pela checagem de lâmpadas e vedações. Como as lâmpadas têm vida útil, ou seja, uma média de 220 horas para as halógenas e 1.500 horas para as de xenon, sempre é bom fazer a substituição aos pares, uma vez que elas também perdem luminosidade com o passar do tempo.
Não existe nenhum tipo de manobra para aumentar a vida útil, a não ser manter o farol livre de infiltrações como água e poeira. A limpeza do globo óptico é feita somente com jatos de ar comprimido, uma vez que até mesmo algodão pode riscar sua superfície.
Se ocorrer uma batida, mesmo que de leve, verifique o estado dos faróis. Pode ser que tenha afetado alguma presilha e desse modo a peça vai ficar vulnerável a entrada de sujeira. Um exemplo de que o conjunto do farol está com problema de vedação é quando chove ou lava-se o veículo e o farol embaça por dentro.
Dentre os produtos fabricados pela IPV, registramos que há um grande índice de dúvidas na linha de iluminação por parte dos consumidores finais. Em nosso site as pessoas tomam conhecimento de como utilizar com segurança e preservar em bom estado os faróis e lanternas dos veículos. Reunimos as perguntas mais freqüentes pelos consumidores e criamos o seguinte questionário para informar tanto os motoristas quanto para os pedestres.
Sua função é melhorar a visibilidade da estrada e do acostamento. Tem um facho de luz mais curto, porém, com abertura lateral maior, para iluminar a pista próxima do veículo, por baixo da neblina. Seu funcionamento deve ser independente do farol principal, alto ou baixo.
Os faróis de milha possuem um facho mais estreito e alinhado com o eixo da estrada, o que aumenta o alcance da luz. Devem ser utilizados somente na estrada, sempre em conjunto com o farol alto, para aumentar o seu alcance.
Conforme normas dos fabricantes de lâmpadas, a substituição deve ser feita aproximadamente após 400 horas de uso, portanto, a troca irá depender das condições de uso do usuário.
Veículos muito utilizados à noite terão sempre um desgaste maior, conseqüentemente a troca será mais freqüente.
O uso de lâmpadas com maior potência, geralmente para atingir maior iluminação, pode comprometer a qualidade de farol. Isso se deve à temperatura que esse tipo de lâmpada atinge (100/90W).
Com lâmpadas de maior potência, a temperatura interna do farol eleva-se até 50%, e nossos produtos não foram projetados para isso, podendo ocorrer deformações nos componentes internos, danos ao acabamento, entre outros.
Salientamos que a utilização dessas lâmpadas pode implicar perda de garantia.
De acordo com contrato firmado com as montadoras, os produtos com logotipo dessas empresas só podem ser vendidos para as mesmas, que repassam para os clientes por meio das concessionárias.
Porém, os produtos de reposição são originais e estão de acordo com os padrões de qualidade exigidos pelas montadoras.
Para quem tem garagem ampla e plana, a verificação é mais fácil e pode ser feita em casa. O facho de referência para a regulagem do farol é sempre o baixo e, portanto, deve iluminar para baixo. Faróis pouco desregulados somente podem ser notados quando é iluminada uma parede ou algo à frente.
Para uma rápida verificação, o motorista pode seguir o seguinte processo:
1. À noite, em uma pista plana, com o facho baixo aceso e não a lanterna (à noite, muitos acendem somente as luzes de posicionamento), repare no facho projetado em um veículo que está à frente.
2. O facho baixo define claramente uma linha horizontal do lado esquerdo e uma linha inclinada para cima do lado direito. Esta iluminação é projetada na parte de baixo e sem iluminação na parte de cima.
3. Tanto o farol do lado esquerdo como o farol do lado direito iluminam da mesma forma, ou seja, com inclinação para cima do lado direito da pista, onde ficam o acostamento e as placas.
4. Observe primeiro as linhas horizontais, sendo que ambas devem estar alinhadas. Uma mais alta que a outra indica que o farol está desregulado. O correto é que as duas linhas estejam projetadas levemente para baixo.
5. Quando o veículo da frente andar, note se a linha do facho se desloca para baixo. Se subir ou manter-se alinhado torna-se necessário regulá-lo.
1. Com o carro parado em um local plano e com os pneus calibrados, faça uma marca na parede com as medidas dos centros dos faróis, esquerdo e direito, com a distância exata até o solo.
2. Recue o veículo para trás o máximo possível sem girar a direção. A distância mínima de recuo é de três metros, mas a ideal é de cinco metros.
3. Uma outra marca deve ser feita, descendo um centímetro da marca original para cada metro recuado.
4. Em duas folhas de papel sulfite, faça uma linha horizontal do centro para a esquerda e inclinada 15 graus para cima do centro para a direita.
5. Cole o papel de maneira que o vértice da linha desenhada fique sobre a segunda marca deslocada para baixo. Estas são as referências exatas para a regulagem do farol.
6. Acenda o facho baixo e localize os parafusos de regulagem.
7. Em cada farol existem sempre dois parafusos: um para a regulagem vertical e outro para a regulagem horizontal. Gire-os até que as linhas de projeção coincidam com as marcas.
A recomendação dos especialistas é que a lâmpada trocada seja sempre original. Entretanto, o proprietário do veículo deve ficar atento ao tipo de lâmpada que pretende equipar o carro, que pode ser incandescente (convencional), incandescente halógena e de xenônio (xênon). O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) determina que a potência elétrica máxima de uma lâmpada automotiva deve ser de 60 w.
Mais modernas, as lâmpadas de xenônio costumam equipar de fábrica os carros importados. Esse tipo de lâmpada tem 35 w, porque usa o gás xenônio para produzir a luminosidade, por isso o tom é azulado. O consumo de energia é até 36% menor do que as dos outros tipos.
O farol desregulado ou desalinhado coloca em risco os outros condutores
Pequenas colisões, buracos, estradas de terra e ambientes úmidos podem causar graves danos aos faróis dos carros. Os problemas vão desde o desalinhamento do facho de luz até a abrasão das lentes. Por poder causar acidentes graves no trânsito, somente o farol desregulado rende ao proprietário do veículo uma multa de cinco pontos na carteira de habilitação e a retenção do veículo para regularização.
Recomendamos uma manutenção preventiva no alinhamento dos faróis e na checagem de lâmpadas e vedações. O ideal seria associar à revisão do veículo, em que é feito balanceamento, rodízio dos pneus, verificação do óleo etc.
Se uma lâmpada queimar é melhor que se troquem as duas, já que significa que a vida útil da outra lâmpada também está no fim. De certa forma as lâmpadas têm um certo tempo de utilização. Mesmo que só queime a de um farol, a intensidade da outra estará diferente, porque vai perdendo força com o tempo.
O farol desregulado ou desalinhado, além de atrapalhar a visão do motorista, coloca em risco os condutores que estão na direção oposta, pois, por reflexo, os olhos seguem o ponto mais forte de luz. A regulagem dos faróis é um processo rápido se feito em oficinas especializadas e, normalmente, não é cobrada. No caso, a regulagem é feita com o auxílio de um aparelho equipado com espelho.
No caso daqueles carros que trafegam em estradas, aquele efeito da areia batendo em alta velocidade danifica a lente do farol. A limpeza do carro com detergentes fortes, comuns em lava - rápido, também prejudica a lente.
A alta umidade também tem efeito abrasivo. No caso, a parte espelhada do farol é que sofre a degradação. Esse acabamento é feito pelo processo de metalização, em que se é aplicado uma camada muito fina de alumínio. Se danificada, o farol precisa ser trocado, pois não há reparos. Por esse motivo, não se deve tentar limpar a área, nem arear com palha de aço. Só de passar a mão essa camada risca.
Da mesma forma, se a borracha de vedação do farol estiver danificada, a entrada de água também inutiliza o item. Os faróis possuem um sistema de respiro para a lente não ficar embaçada. Se após 10 ou 15 minutos a lente não desembaçar, a peça deverá ser trocada.
A famosa “encostadinha” no carro da frente pode nem riscar o pára-choque, entretanto, é suficiente para quebrar molas, lâmpadas e refletores. Por esse motivo, recomendamos a revisão do conjunto após a colisão. Muitas vezes tem de trocar tudo, porque conforme se trafega com o carro, a iluminação trepida.
As lâmpadas são as que mais sofrem com pequenos impactos, como a passagem rápida sobre buracos. O filamento da lâmpada é bastante resistente, entretanto, quando é aceso, ele pode ser danificado com mais facilidade em função da alta temperatura. O filamento muda de lugar e perde o ponto focal.
Pegar com freqüência em estradas com desníveis durante a noite é outro fator que faz com que a vida útil da lâmpada diminua. Nesses casos, a vida da lâmpada não passa de dois anos.
A legislação indica que a potência máxima de uma lâmpada automotiva deve ser de 60 watts para sistemas elétricos de 12 volts. É bom ficar atento com as adaptações, uma vez que os veículos possuem um sistema elétrico composto por cablagem com bitolas de fios, dimensionado para um determinado consumo. Se o consumo previsto for alterado, possivelmente surgirão problemas de superaquecimento dos conectores e também das chaves, o que pode resultar em queimas.
Ultrapassando os 60W, a lâmpada halógena de filamento, necessitaria de um globo óptico especial. Isso ocorre em função do calor excessivo que ela irradia no refletor, que vai acelerar a perda da capacidade de reflexão e ao mesmo tempo diminuir a vida útil. Quando o globo óptico perde essa capacidade, o principal efeito é o ofuscamento dos demais motoristas. Quem direciona o foco de luz é o refletor, como se fosse um espelho. Se esse espelho não reflete a luz se dispersa.
Desse modo podemos entender que cada farol vem combinado com uma respectiva lâmpada. Porém, existe no mercado lâmpadas com maior tecnologia de iluminamento que podem ser substituídas, desde que respeitado a potência máxima de 60W. Mas é sempre bom lembrar que nada será melhor que o componente original de fábrica.
Quanto ao consumo elétrico de energia, um farol de xenon consome em média algo em torno de 35 watts, contra 60 watts dos faróis de lâmpadas halógenas. Os faróis só devem ser acesos com o motor em funcionamento para, com isso, aumentar a vida útil da bateria. Usar o farol ligado durante o dia, principalmente nas estradas, aumenta a segurança do condutor e também do tráfego de modo geral.
Com as luzes acesas, o veículo passa a ser mais visível principalmente o de cor mais escura ao amanhecer e ao entardecer. Lembre-se que uma luz apagada nem sempre indica que ela esteja queimada, em certos casos pode ser um fusível. De qualquer modo é de bom costume verificar periodicamente se todas as lâmpadas estão funcionando, desde as setas de direção, os faróis, luz de freio e até mesmo a luz de ré. Não esqueça também que a placa obrigatoriamente deve ser iluminada.